Há algum tempo atrás descobri que uma amiga minha está deprimida. Ela tem uma vida invejável: um emprego bacana, um salário milionário, um namorado que a ama (e que ela ama, também), é linda, esperta e inteligente, viaja para todos os cantos e fala um montão de línguas. E nem rói as unhas.
Fique impressionada de ver que alguém com esse currículo pudesse estar infeliz - mas pensando bastante a respeito, cheguei a algumas conclusões (supreendentes) sobre mim mesma.
Para que eu me sinta feliz, não importa nenhuma dessas coisas aí do primeiro parágrafo. Eu preciso é de outras duas coisas.
A primeira é ter perpectivas, objetivos. Eu tenho que estar tentando alcançar alguma coisa, aprender alguma coisa, chegar em algum lugar, ser promovida, passar em uma prova. Não me satisfaz estar na mesma, sem nenhuma melhora interessante em vista. O objetivo pode até ser parar de roer as unhas, emagrecer alguns quilos, aprender a datilografar com todos os dedos, ler todos os harry potters; não precisa ser salvar o mundo. Mas eu preciso ter alguma coisa pela qual estou conscientemente lutando.
A segunda coisa é ter várias coisas acontecendo ao mesmo tempo. Parece bobeira, mas quando eu só faço uma coisa (que geralmente é estudar ou trabalhar) essa coisa vira a mais importante do mundo (claro, não tem outras!) e eu tendo a me entristecer fácil caso essa coisa vá mal. Por outro lado, se eu estou na minha bagunça pessoal atribuladíssima, qualquer chateação do trabalho é facilmente esquecível na aula de alemão, na viagem pra praia, na correria de organizar uma festa ou no planejamento dos livros que vou ler até o final do ano.
É claro que ter sombra e água fresca, dinheiro, pipoca, namorado, balada e uma viagem pra Berlim marcada ajudam sobremaneira =)
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário