I don't want it for a minute
Essa semana tivemos dois encontros fantásticos do trio parada dura, ambos lá em casa.
Na 2a fomos fazer cookies, porque é dezembro! Comprei os ingredientes pra receita toda, mas acabamos fazendo meia porque eu não tinha vasilhas que comportassem a receita inteira, e também porque ninguém queria picar um quilo inteiro de chocolate... mas coloquemos a Ella Fitzgerald pra tocar (oferecimento do Mr. H., danke shon) e vamos que vamos.
Apesar de se recusar a ler a receita (que é secreta) e ficar o tempo todo de birra comigo, a B. foi a força motriz do empreendimento. Ela que mediu as farinhas, misturou tudo no braço, e fez 234752 bolinhas de massa. O D. só serviu pra bagunçar, espirrar e outros verbos pouco construtivos. E eu fiquei encarregada do forno, que obviamente é a posição mais difícil e perigosa.
Apesar da regra de só poder comer cookies quebrados (nunca vi tanto cookie quebrado!) só sobrou um quarto da receita pra colocar nas latinhas fofas e mandar para as pessoas queridas (ou nem tanto). Uma das latas eu levei pro trampo e passei o dia ganhando elogios pelas minhas habilidades culinárias =)
(eu gosto de elogios, claro, desde que venham premiar esforço e competência, não bobagens)
E na 3a feira, fomos fazer um jantar. Eu sempre quis fazer isso na minha casa baiana, mas (obviamente) nunca tive colhões para tanto. Mas quando alguém diz que vai cozinhar pra você e que leva tudo, daí é fácil =)
Tudo bem que o macarrão teve de ser cozido na pipoqueira, e o molho só saiu porque ganhei da B. uma tábua de cortar... Mas no final das contas, 'carbonara-com-tudo-dentro' na varanda, à luz de velas e com M5 tocando, não é todo dia =)
Pena que as fotos foram poucas e não pegaram a sensacional guerra de almofadas, a briga pelo celular da B., as 80 ligações pro Cana (so sorry!), o boliche de garrafas, o mini-incêndio, o Raul, a Bic Runga na sacada, o vinho derramado, a soneca na varanda, a água de côco no cabelo, a briga de pano-de-prato, o Oswaldo Montenegro de manhã...
A casa está em estado de calamidade pública, com manchas das cores mais criativas nos lugares mais bizarros, fósforo e cera por todos os cantos, e uma vasilha gigante de macarrão estragando em cima da pia (claro que eu esqueci de colocar na geladeira, nem caberia). Mas não posso dizer que não valeu cada bronca =)

3 comentários:
uhuHuahaUAHuaHUAhuaHUAhuaHA
às vistas do jantar que teve aqui hoje eu só posso falar:
Cada risada vale 10 pratos sujos (ou quebrados).
Uma noite de risadas vale 10 noites de arrumação de casa.
Bjão!
E que bom que meus serviços foram úteis. =)
Mr. H.
Que bom que a receita secreta fez sucesso (e náo deu dor de barriga em ninguém...)
PS: prometo fazer bagunça (e um jantar) na sua casa em janeiro!
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